Um pensamento: por que desprezar o que começa pequeno?

O Dia dos Humildes Começos

“Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel. Aqueles sete olhos são os olhos do SENHOR, que percorrem toda a terra.” Zacarias 4.10

Deus, para mostrar ainda mais o seu poder, começa a construção do seu templo espiritual com coisas pequenas. Não se vê nada grandioso que atraia a vista e os pensamentos dos homens, antes tudo é quase desprezível. Deus bem que poderia manifestar logo o seu poder e suscitar assim a atenção de todos os homens, assombrando-os. Mas seu propósito é aumentar o brilho do seu poder com a operação de maravilhas; aquilo que Ele faz a partir de coisas insignificantes, trazendo à luz o que nunca se imaginaria. Ademais, o propósito dele é pôr à prova a fé do seu povo, pois compete-nos sempre esperar além da esperança. Ora, se o começo promete algo grande e sublime, não há confirmação nem provação de fé; mas quando esperamos pelo que não se vê, damos a Deus a honra que lhe é devida, pois dependemos exclusivamente do seu poder e não de recursos imediatos. Não há quem às vezes não esmoreça ao ver diante do mundo um começo de Igreja tão insignificante e tão desprovido de dignidade. Entretanto, sabemos que Cristo é o mestre de obras e os ministros são os operários que militam sob as suas ordens.

João Calvino

Este pensamento de Calvino nos fez sentir motivados porque percebemos, mais uma vez, que nossos olhos não enxergam na mesma ‘escala’ que os de Deus.  Ele enxerga à nossa frente e nos guia, de formas muitas vezes surpreendentes.

É desafiador e também reconfortante pensar que Seus gestos querem suscitar nossa fé. Afinal, Ele quer nos lembrar que estamos nas mãos dEle, mesmo quando o começo parece muito humilde pra dar certo!

Um ‘obrigado’ especial a Ivny e Marquinhos, pela indicação do texto (:

Vídeo-Debate: “Substitutos”

Divulgação-Substitutos

Você pode ser substituído?

No sábado que vem, 28/maio,às 14h, a ABU-Viçosa promove uma sessão do longa Substitutos (2009), dirigido por Jonathan Mostow. No elenco  da ficção científica futurista estão Bruce WillisRadha Mitchell, Rosamund Pike e Boris Kodjoe. O filme retrata uma sociedade literalmente substituída por andróides, que agem e ‘sentem’ socialmente em lugar de seus donos, verdadeiros ‘virtual selves’.

Distante ou familiar?

O debate será moderado pela arquiteta Liz Valente.  Você está convidado!

Acontece na ABU: Estudo dos Profetas Menores

Banner Divulgação ABU

Olá, abuenses e visitantes!

A Aliança Bíblica Universitária de Viçosa volta à atividade este semestre com um novo convite: aprender mais sobre os Profetas Menores. Bom, pra quem nem sabe direito quem são esses caras (?), estão descritos ali em cima: são os autores dos livros bíblicos de Oséias a Malaquias e serão nosso alvo de estudo nos próximos meses.

Os estudos acontecerão em grupos que serão definidos bem livremente. Cada estudo será preparado por um autor diferente, em forma de roteiros, para facilitar nosso aprendizado. Aproveite para aprender sobre esse assunto de importância histórica e significado especial para quem crê na Bíblia!

“Escutem! A Sabedoria está gritando: a Compreensão está chamando em voz alta.” (Provérbios 8:1)

 

Um Caramujo Erudito…

Um Caramujo Erudito…

DE ONDE vem essa predisposição das pessoas de achar que Deus pode ser tudo, menos o Deus concreto, vivo, desejoso e atuante da teologia cristã? Acho que a razão é a seguinte. Vamos imaginar um caramujo totalmente erudito, um verdadeiro guru entre os caramujos, que (em uma visão arrebatadora) consegue ver, ainda que de relance, o que é um ser humano. Na tentativa de transmitir suas visões aos seus discípulos, os quais já têm seus próprios conceitos sobre o assunto (ainda que menos informados do que ele), ele terá de usar muitas negações. Terá de lhes dizer que nenhum ser humano vive em uma concha; que não vive como um molusco, grudado em uma pedra; que não vive rodeado de água etc. E os discípulos que tiverem alguma visão, certamente, acabarão captando a ideia do que seja o ser humano.

O problema é que chegam então os caramujos intelectuais, eruditos, que escrevem histórias da filosofia e dão palestras sobre religiões comparadas, mas que nunca tiveram visão por si mesmos. Tudo o que eles conseguem extrair das palavras proféticas do caramujo são apenas os aspectos negativos, tudo isso sem o corretivo de um olhar positivo. Eles constroem, assim, uma imagem do homem como se fosse uma espécie de gelatina amorfa (ela não possui concha), que não existe em um lugar específico (muito menos grudada em alguma pedra), e que jamais se alimenta (não há ondas fazendo o alimento chegar até ela). E, fiéis à sua reverência tradicional pelo homem, eles concluem que ser uma gelatina subnutrida, que vive num vácuo sem dimensões, seja o modo supremo de existência. Assim, rotulam como grotesca, materialista e supersticiosa e rejeitam toda doutrina que atribua ao homem uma forma, uma estrutura e um sistema orgânico definidos.

C. S. Lewis, em Um Ano com C. S. Lewis — leituras diárias de suas obras clássicas, Editora Ultimato.

Carta a(o) Calour@!

Olá, Calour@! Fizemos uma carta para você!

Talvez, você já a conheça, mas (re)leia e não deixe de visitar o restante do blog!

Aguardamos outras visitas suas por aqui!

Se necessário, clique na imagem para ampliar.

Vejo o mal pela janela!

janela 

Texto de Ivny Nazareth*

Em uma das minhas últimas insônias me levantei rapidamente por causa do barulho dos motores acelerados. Era mais que quatro da manhã, e eles estavam em pleno “racha”. Aquele barulho, a sensação de perigo, a irresponsabilidade, a confusão… tudo aquilo me trazia um sentimento de muita angústia.

A cena me lembrava um acontecimento de anos atrás, quando acordei assustada e fui para a janela por causa do barulho de uma briga. A briga foi feia e a sensação de ver o mau tão de perto me apavorava, a janela parecia uma moldura para coisas ruins das quais eu preferia (e ainda prefiro) não me aproximar.

Mas uma percepção mais atenta me faz reconhecer que nem sempre o mal está lá fora. Vejo o mal aqui, bem perto. O mal está em mim! É inato e anterior… anterior às janelas, sentimentos e percepções. Poderia ser eu a pessoa lá fora a extravasar o ódio em alguém, a por em risco a vida de pessoas inocentes, pois o mal está aqui e também luta por seu lugar ao sol.

Contudo, eis uma força capaz de conter, de moldar, e esta força não vêm de mim. É que Cristo não nos deixou órfãos, seu Espírito age constantemente entre os arrependidos e por meio desta atuação mais que misericordiosa somos transformados, nossa maldade é vencida pela bondade divina. Eis a promessa:

E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês.[1]

Há uma canção que resume o que quero dizer:

 

Não fosse o Senhor em nosso favor
Quando o inimigo
Veio pra nos vencer
Iríamos perecer
Iríamos desaparecer
Ao passarem sobre nós
Muitas águas...
 
Mas, tão certo como o sol
Nasce a cada amanhecer
Deus renova em meu viver
Misericórdia e amor[2]

Olho da janela mais otimista! A ação do Espírito de Deus nos traz esperança, esperança pra mim e para todos os outros. Não fosse o Senhor…

Foto: sxc.hu

Ivny é formada em Direito pela FIC – Faculdades Integradas de Caratinga, participou das atividades da ABU Caratinga e hoje trabalha na editora Ultimato com o projeto Paralel 10


[1] Evangelho de João, capítulo 14, versículos 16 e 17

[2] Misericórdia, música de Jorge Camargo e Guilherme Kerr